A FETAESC participou nesta terça-feira (12 de maio), de uma audiência realizada no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em Brasília, para discutir as preocupações das entidades representativas dos produtores de tabaco em relação às tabelas individuais de preços praticadas pelas empresas fumageiras. A Federação esteve representada pelo vice-presidente, Luiz Sartor.
Além da FETAESC, participaram da reunião representantes da FETAG-RS, FETAEP e Afubra, entidades dos três estados do Sul do Brasil ligadas ao setor produtivo do tabaco. O encontro teve como principal objetivo apresentar ao Cade os impactos que a adoção de tabelas separadas por empresa vem causando aos fumicultores e fumicultoras familiares.
Durante a audiência, as entidades defenderam a retomada de uma negociação conjunta para definição de uma tabela mínima única de preços, buscando garantir mais segurança, previsibilidade e equilíbrio econômico para os agricultores familiares que dependem da cultura do tabaco como fonte de renda.
Conforme destacado pelas lideranças presentes, o atual modelo vem ampliando as diferenças de remuneração entre as empresas fumageiras, gerando insegurança no campo e dificultando o planejamento financeiro das famílias produtoras. Outro ponto debatido foi o fato de que, no sistema integrado de produção, os Agricultores e Agricultoras Familiares assumem compromissos de produção antes mesmo de conhecer os preços finais da safra, reforçando a necessidade de maior transparência e equilíbrio nas negociações.
De acordo com o vice-presidente da FETAESC, Luiz Sartor, a participação da Federação na audiência reafirma o compromisso da entidade com a defesa dos fumicultores catarinenses e com a busca permanente por melhores condições de comercialização, valorização da produção rural familiar e fortalecimento da agricultura familiar em Santa Catarina.
A FETAESC segue acompanhando o tema e atuando junto às entidades representativas e órgãos competentes em defesa dos direitos e da sustentabilidade econômica das famílias produtoras de tabaco.
Fonte: ASCOM Afubra
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